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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Questões sobre Crise Econômica e Correção

1-(ESAF-2012) A formação de blocos de países é uma característica marcante da ordem global contemporânea. A União Europeia (UE) é, provavelmente, o melhor exemplo de superação de históricas divergências para o êxito do projeto integracionista. No que se refere à UE e aos seus mais recentes problemas, assinale a opção correta.
  1. Ao liderarem o processo de criação da UE, Alemanha e França reafirmaram os laços da histórica aliança que os une, fato decisivo para assegurar o isolamento do Reino Unido no contexto continental.
  2. A atual crise a envolver a UE é essencialmente financeira, colocando em sério risco a estabilidade do euro, moeda única adotada por todos os países integrantes do bloco.
  3. Com o objetivo de superar a atual crise e depois de difíceis negociações, os países da UE decidiram que as respectivas Constituições nacionais deverão incluir a obrigatoriedade de orçamentos equilibrados.
  4. A exclusão da zona do euro de países com economia em crise, como Grécia, Itália, Portugal e Espanha, foi uma saída radical entendida como necessária para salvar o projeto integracionista europeu.
  5. Demonstrando absoluta maturidade política e compreensão acerca da gravidade da situação, a opinião pública dos países em crise econômica, a exemplo da grega e da portuguesa, apoiou as medidas de austeridade propostas.


2-(CESPE-2012) Com relação à atual crise econômica mundial e aos seus efeitos na economia brasileira, assinale a opção correta.
  1. Para mitigar os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira, o governo optou pela redução dos investimentos no setor produtivo, por serem eles os principais responsáveis pelo déficit na balança comercial do país.
  2. Para atrair investimentos estrangeiros e minimizar os efeitos da crise mundial sobre a produção da indústria nacional, o governo brasileiro vem adotando, desde o primeiro semestre de 2012, a estratégia de elevação contínua das taxas de juros SELIC.
  3. Apesar do emprego de estratégias econômicas por parte do governo brasileiro, no primeiro semestre de 2012, registrou-se queda na produção da indústria nacional.
  4. A fim de promover um novo modelo de transporte público de mercadorias e permitir a diminuição dos custos da produção brasileira, consoante os princípios do desenvolvimento sustentável, o governo brasileiro cancelou os incentivos fiscais concedidos ao setor automotivo, principalmente no que tange aos caminhões.
  5. Para controlar a inflação na época de crise econômica mundial, o governo brasileiro adotou medidas de contenção do consumo, como a elevação dos juros cobrados pelos bancos públicos para o financiamento de bens de consumo.

domingo, 15 de abril de 2012

Crise do Capitalismo - Aula 02

  • 1929 
Após a Primeira Guerra. Os Estados Unidos ocuparam o posto de pais mais rico do mundo, pois, passou a ser um grande credor das nações em reconstrução. Alem disso, o país passou a recebem muitos imigrantes e tinha uma grande capacidade de produção. Entretanto, a estabilidade salarial, incompatível com o crescimento da produtividade, acentuou a desigualdade da renda, e impossibilitou o consumo. Ou seja, o pais passou a ter mais mercadorias, do que consumidores. Juntando-se a isso, os Estados Unidos atraiam grande volume de investidores, que compravam as ações das empresas da bolsa de valores. Em 29, uma grande venda de ações não encontrou comprador, e assim, ocorreu uma brusca desvalorização dessas ações, cujos investidores desesperados, venderam a preços muito baixos. As conseqüências dessa quebra foram a redução das importações (atingindo o Brasil, que vendia café para os EUA) e o repatriamento de capitais norte-americanos investidos em outros países. Por isso a crise afetou todo o mundo capitalista. 

Para recuperar-se, implementam o New Deal, um conjunto de ações para tirar o pais do sufoco. O New Deal previa limitar o liberalismo, e criar obras de infra-estruturar, e assim, aumentar a geração de empregos. Tal política teve predomínio até o final da década de 1970, quando o ressurge o liberalismo, dessa vez chamado de neoliberalismo. 

No Brasil, a pratica intervencionista sempre foi tradição. Para conter os efeitos da crise de 29, como a interrupção da exportação de café e, por conseguinte, a estocagem de café produzido e não comercializado, o governo de Getulio Vargas determina a queima dos cafezais de SP. Essa medida permitiu que o preço do café despencasse no mercado internacional. Outra medida importante de Vargas foi a criação das estatais Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce. 


  • Nova crise capitalista: Aumento do preço do petróleo 
"No fim dos anos 50 do século XX a produção mundial de petróleo excedia consideravelmente a procura. O preço do produto desceu e, com isso, diminuiu também a quantidade de dinheiro pago pelas grandes companhias petrolíferas às nações produtoras. Como reação a esta enorme quebra das receitas, funda-se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em 1960, reunindo doze países: Argélia, Gabão, Indonésia, Irão, Iraque, Koweit, Líbia, Nigéria, Qatar,Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela (o Equador fez parte desta organização entre 1973 e 1992), com sede em Viena de Áustria. Para além disso, alguns países nacionalizaram a produção petrolífera e os equipamentos das companhias, conseguindo assim lucros consideráveis. 

No início dos anos 70, a procura internacional de petróleo começou a exceder a produção. Entre 1973 e 1974, a OPEP quadruplicou os preços do crude para cerca de 12 dólares o barril. Em 1979 e 1980, os membros da Organização votam uma nova alta de preços e o barril passa a valer 30 dólares. Esta política dos países produtores viria a criar enormes problemas de inflação nas nações industrializadas. Governos e bancos aumentaram as taxas de juro, agravando o problema de pagamento de dívidas, que ainda hoje atormentam grande parte dos países em vias de desenvolvimento.Subseqüentemente, os efeitos combinados da contenção e redução do consumo de petróleo pelas nações compradoras enfraqueceu a procura. A pressão no sentido da descida dos preços intensificou-se após a descoberta de novos poços de petróleo e devido à incapacidade de diversos países membros da OPEP em agüentar as quotas de produção estabelecidas pela Organização para manter os preços. No início de 1986 os preços baixaram para menos de 10 dólares o barril. Apesar de alguma recuperação posterior, raramente excederam os 20 dólares, exceto durante a Guerra do Golfo, quando subiram temporariamente para 25 dólares o barril.” 
(fonte


  • Globalização

O fim da URSS instaurou um cenário baseado em novas relações economias e geopolíticas. O desenvolvimento tecnológico dinamizou mais ainda a produção, e abriu um campo de pesquisa e produção de novas tecnologias que requeriam grande volume de investimento, atraindo grandes conglomerados empresariais, gerando fusões e etc. Isso por permitido pelos lucros obtidos em mercados desprovidos de barreiras comerciais, globalizando a economia. A globalização impulsionou a formação de blocos econômicos, que visam derrubar as barreiras protecionistas, como o Nafta, a União Européia e o Mercosul. Grande parte deles se formaram na década de 1990, na qual acentuou-se a defesa da política neoliberal. 


  • Neoliberalismo

O neoliberalismo defende a existência de um "Estado Mínimo", ou seja, o Estado deve se ocupar apenas das funções básicas: garantir saúde, educação e segurança. Assim, muitos Estados passaram a vendes as suas estatais, processo conhecido como privatização. Isso ampliou a atuação das empresas nacionais e transnacionais, que subordinaram produtos e serviços, considerados estratégicos para o desenvolvimento e soberania nacionais, à loga do mercado internacional. 

A redução do estado de bem-estar social atingiu os passes em desenvolvimento, agravando as desigualdades internas, e entre norte e sul. 

Os maiores expoentes dessa política foram Margareth Thatcher (Inglaterra) e Ronald Reagan (EUA). No Brasil essa política foi implementada pelos governos de Fernando Collor (90-92) e Fernando Collor de Melo (94 a 2002), época na qual foi privatizada a Companhia Siderúrgica Nacional e abertura do mercado para exportação; e privatização da Vale do Rio Doce e setores da telecomunicações. 


  • O que ocorre no mundo hoje? 

Os países desenvolvidos passam por uma crise de superprodução. A capacidade de produção aumentou, mas não aumentou o numero de consumidores, pois, a riqueza não foi distribuída adequadamente. Para tentar controlar, os países determinam taxas de juros. No Brasil a taxa de juros é, atualmente, 7%. Nos EUA, a tava é 0,25%. Essa diferença é resultado das necessidades de cada pais. No Brasil, a taxa alta tenta controlar a inflação (que é o aumento descontrolado dos preços devido à grande procura e pouca oferta). Nos EUA, é o contrario, a taxa baixa tenta estimular o consumidor a gastar o dinheiro ao invés de polpa-lo, e assim, evitar a deflação, a queda do preço. 

Em contrapartida, a taxa alta de juros atrás investidores. Esses investimentos podem ser de dois tipos: produtivo e especulativo. O produtivo entra no pais e gera empregos e riqueza, que ficam retidos aqui. O especulativo entra na forma de empréstimos para bancos ou empresas, que ao saírem levam junto o juros (que no Brasil são altos, ou seja, o investidor lucra). 

Outro lado negativo da atração excessiva de investimentos é que a entrada de dólares supervaloriza o real, ou seja, o real fica mais "caro", o que atrapalha as exportações brasileiras. Alem de não vender a produção interna, o produto passa a concorrer com o estrangeiro, mais barato aqui. 

O que os EUA e a UE tentam fazem agora, para saírem da crise, é aumentar suas exportações. Pra isso, pedem aos países que abaixem as taxas de importação.

Crise do Capitalismo - Aula 01


Para entendermos a atual crise econômica mundial é preciso antes, resgatar alguns conceitos, que aparecem com freqüência em jornais e revistas. Entender esses conceitos é fundamental para saber interpretar as noticia e perceber quais são os problemas e desafios que o mundo apresenta neste momento. 
O que é o Capitalismo? 

O fim da Idade Média foi marcado pelo surgimento dos Estados Modernos, ou seja, estados centralizados, sob o poder das monarquias absolutistas. Esses Estados passaram a controlar as atividades comerciais - lembrando que as cruzadas permitiram o ressurgimento do comércio na Europa, abrindo novas rotas e ampliando a variedade de mercadorias. Além disso, esses Estados passaram a garantir os interesses da classe comerciante, envolvida nas grandes navegações. O conjunto de praticas econômicas que visavam promover o fortalecimento financeiro do Estado é chamado Mercantilismo. Esse modelo consistia na acumulação de metais preciosos através da exploração direta ou do comércio favorável, ou seja, buscava-se exportar mais do que importar. Para que isso fosse possível, o Estado procurava estimular a sua produção interna e barrar os produtos estrangeiros através da imposição de tarifas. 

Até o século XVIII Portugal e Espanha dominavam o comercio pelos mares e se enriqueciam com a exploração de metais. Entretanto, muitos dessas riquezas acabaram indo parar na Inglaterra (devido aos acordos entre esses países, que favoreciam esta ultima). A Inglaterra, então rica e sem colônias, passa a investir na indústria, dando inicio à Revolução Industrial. 

Embora os Estados praticassem políticas protecionistas e intervencionistas, a iniciativa comercial era privada. Dessa forma, observamos a separação entre trabalhador e meio de produção. Ou seja, o trabalhar passa a vender a sua força de trabalho e a ganhar por isso um salário, enquanto o patrão detém os instrumentos de produção e obtém o lucro. 

Em 1776, Adam Smith, economista e filosofo britânico, escreve "A Riqueza das Nações", obra na qual teoriza sobre a forma como as nações se tornam ricas, chamando esse sistema de "Liberalismo". Segundo Smith, o Liberalismo era caracterizado pela propriedade privada, pelo individualismo econômico, pela liberdade de comércio, de produção e de contrato de trabalho, sem o controle do Estado. A este competia zelar pela propriedade e pela ordem. O mercado seria auto-regulavel, não necessitando de intervenção. O termo "capitalista" foi dado por Karl Marx, e outros teóricos de outra vertente econômica, o Socialismo. 

As idéias socialistas surgiram como uma resposta, ou uma busca por outra alternativa para fugir da exploração sofrida pela classe operária. Em 1789, Clause Saint-Simon, já havia falado sobre uma sociedade onde não houvesse exploração de um grupo sobre outro, nem ociosos (magistrados, nobreza, clero, etc...). Mas o maior teórico foi Karl Marx, através das obras "Manifesto Comunista”, de 1848, e depois, a síntese completa em "O Capital" (1867). Nele, Marx estabelece os conceitos de mais-valia, luta de classes, revolução socialista, e faz uma interpretação da historia levando em conta aspectos socioeconômicos. (Pois até então, a Historia era analisadas levando em conta os aspectos políticos). 

 Para Marx, toda sociedade é determinada por sua infra-estrutura (economia e sociedade), e pela superestrutura (as instituições, a política, a cultura, as ideologias, etc...). Uma estrutura por vezes se sobrepõe à outra, forçando uma modificação na sociedade. O que torna essa mudança necessária e possível é a luta de classes, o agente transformador da sociedade. Contra a ordem capitalista e a sociedade burguesa, o operariado deveria fazer a revolução socialista, implantar a ditadura do proletariado, acabar com a propriedade privada e depois, com o próprio Estado. Ou seja, o Estado deve ser o detentor dos meios de produção e organizar a economia. 

Essas idéias tiveram bastante eco no mundo, em 1918, com a Revolução Russa, foi adotada na URSS. Posteriormente, Cuba (1959), Coréia do Norte (1948) e China (1949) também adotaram o socialismo como modelo econômico. 

Entretanto, nenhum desses países conseguiu concluir o processo de socialização da sociedade e extinção do Estado. Em 1991, com a queda da URSS, o socialismo foi, pelo menos em grande medida, uma ideologia "vencida". Restando ao mundo, a opção capitalista. 

No começo do século XX, todos os países desenvolvidos praticavam o liberalismo. Produziam e exportavam em grade escala, e isso contribuiu para o agravamento da desigualdade social no mundo. Entretanto em 1929, o capitalismo sofre sua primeira crise, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York.