1-(FUNIVERSA-2012) A questão ambiental entrou na agenda política do mundo contemporâneo. Governantes, cientistas e organizações sociais, independentemente das posições assumidas, buscam meios de aprofundar o conhecimento acerca do tema, como forma de subsidiar tomada de decisões no enfrentamento do problema. Da Conferência de Estocolmo (1972), passando pela Rio-92 e chegando à Rio+20, um princípio ecológico é abraçado por ambientalistas e, sendo emblemático da luta pela preservação da vida, pode ser assim sintetizado:
a) Aliar desenvolvimento econômico aos limites do planeta é desafio que diz respeito aos governos de países emergentes, fugindo da alçada dos demais Estados e atores sociais.
b) A preservação de todas as formas de vida no planeta requer o imediato retorno às condições de produção existentes no mundo antes do advento da Revolução Industrial.
c) A volta à agricultura de subsistência, com o abandono das práticas econômicas ditadas pelos mercados, é condição essencial para o fim das emissões de CO2 na atmosfera.
d) Inexistentes no passado, os desastres naturais que atemorizam o mundo contemporâneo, a exemplo de terremotos e maremotos, estão diretamente ligados às atuais mudanças climáticas.
e) A necessária adequação do sistema produtivo à capacidade de regeneração do planeta implica não consumir nem descartar mais produtos que a Terra é capaz de suportar.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Energia
Primeira fonte energética que o homem conheceu foi o sol. E através dele, o homem se aquecia e orientava o seu dia. Depois, o homem aprendeu a dominar o fogo, e isso revolucionou seu modo de vida. Com o fogo o homem pode se proteger mais, e produzir instrumentos . Com a melhoria dos instrumentos o homem podem produzir mais alimentos, pode melhorar suas técnicas de construção, e assim, multiplicou-se pela terra. Depois, o homem aprendeu a domesticar os animais e usar sua força para girar moendas, arar o solo, etc... E, depois, descobriu que o vapor gerado pela queima do carvão poderia fazer girar engrenagens, nascendo a maquina à vapor. Em meados do século XVIII, surge a energia elétrica. E no inicio do seculo XX, difundiu-se o uso dos combustíveis fosseis.
Considerados uma fonte abundante e barata, os combustíveis fósseis alimentaram o transporte, a industria e as residências do mundo contemporâneo sem preocupação com uso eficiente e, muito menos, preocupações ambientais, que à época, não existiam. A demanda energética cresceu com o aumento populacional e desenvolvimento industrial. E deve crescer ainda mais 50% nos próximos 20 anos, por conta de países como China e India. No mundo hoje, a geração de energia é 15% renovável e 85% combustíveis fosseis.
A produção de riqueza esta diretamente ligado a produção e consumo de combustível, assim como a falta de energia está ligada ao subdesenvolvimento. A produção de energia agravou diferenças sociais: 1,6 bi não tem acesso à energia elétrica. 200 milhões na Africa, 200 Asia Oriental, 700 no sul da Asia, 5 milhões no Brasil.
Nas ultimas duas décadas, percebeu-se que a principal causa do efeito estufa é justamente a queima desses combustíveis o que deu inicio à uma preocupação mundial com o desenvolvimento de novas e sustentáveis fontes de energia, uma questão que requer o desenvolvimento de tecnologias e altos custos.
Embora 50% da matriz energética brasileira seja renovável (hidrelétrica) , o Brasil é o 5º mais poluente por causa do desmatamento e das queimadas.
Carvão : Foi o combustível da Revolução Industrial, e seu consumo aumentou 65% nos últimos 25 anos. Gera 40% da eletircidade do mundo e é o mais poluente dos combustíveis fosseis.
Petroleo : Começou a ser usado a partir de 1850. Além de combustível gera matéria prima para fertilizantes plásticos, tecidos, etc. Gera 7% da eletricidade do mundo. Seu uso é, aproximadamente, 57% no transporte e 19% na industria. O uso do petróleo trouxe outros problemas de origem política e econômica (guerras árabes).
Gás Natural : menos poluente dos combustíveis fosseis. É previsto um aumento de demanda até 2030 de 25%. É usado na industria e geraçao de energia eletrica.
Outras energias:
Energia Nuclear: A geração de energia atravessa da fissão ou fusão de nucleos atomicos é cara e requer tecnologias muito avançadas. Desperta muita apreensão devido aos problemas que pode causar no caso de vazamentos ou explosões, como aconteceu em Chernobyl (1986) e Fikushima (2011).
No Brasil, as usinas de Angra dos Reis geram o equivalente à 20% da produçao da hidreletrica de Itaipu. A tecnologia é usada nao somente em geraçao de energia, mas tambem em pesquisa, medicamentos, diagnostico, etc...E o Brasil planeja construir mais 5 até 2030.Representa 75% energia da energia francesa. A China, maior poluidora (mas tambem o pais que mais investe em energia limpa) planeja novas 100 usinas para próximos 15 anos.
Energia Eolica : Baseia-se na transformação de energia cinética em elétrica. É gerada em torres com hélices, como os moinhos de vento.
O Rio Grande do Sul possui o maior parque instalado de energia eólica da America Latina.
Energia Solar : placas de silicio fornecem dois tipos de energia: a térmica e a fotovoltaica (transformaçao do calor em eletricidade). As placas sao exportadas para o Brasill, o que a torna cara, além da falta de investimento do governo, embora o pais possua um otimo potencial de ensolaçao.
Alcool : para compensar as emissões de CO2 durante a colheira (queimada) e desmatamento, a tecnica do processamento de cana de açúcar foi adaptado e passa tambem a usar o bagaço para produzir biomassa (que gera creditos de carbono). No Brasil, começou a ser usado em 1970 com o Programa Nacional Pró-alcool, incentivado pelo Estado, menos poluente , e pela metade do preço do álcool americano.
Lixo : produz o biogás e deixa de liberar metano ( 21 vezes mais poluente que CO2).
Hidrelétricas: Mesmo principio da energia eólica, utilizando a força da água. Os pontos negativos são os impactos ambientais e sociais de sua construção. É a principal fonte energética do Brasil.
Especialistas ambientais criticam os Estados tratarem as energias limpas como “ complementares” e não pensar uma substituição. Falta também incentivo governamental.
Segundo eles, é preciso encontrar o equilíbrio entre consumo, produção energética e sustentabilidade. Para isso é necessário que ocorra uma revolução tecnológica e comportamental. Além do desenvolvimento tecnológico - visando uso eficiente dessas fontes - é preciso controle inteligente, o que permitiria um consumo adaptado à produção, e não o contrario, como ocorre hoje.
“O sol é nosso.”
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
A Máfia do Lixo
Por Andre Trigueiro, Colunista do Mundo Sustentável do G1.
Lixo é assunto de prefeito. É dele a responsabilidade pelo sistema de coleta, transporte e destinação final dos resíduos. Invariavelmente os prefeitos recorrem a serviços terceirizados para cumprir essas funções. Editais mal formulados de licitação, falta de transparência e fiscalização deficiente compõem o cenário que tornou o lixo – não apenas no Brasil mas em boa parte do mundo – um chamariz de corruptos.
O mercado se baseia no peso do lixo. Cobra-se pela tonelada de resíduo transportada de caminhão (as empresas do setor são remuneradas com base em estimativas de carga nem sempre precisas) e pela tonelada de resíduo que dá entrada em aterros sanitários (onde balanças rodoviárias deveriam aferir o peso e cobrar pelo descarte). Para cada tipo de resíduo há um valor específico, dependendo da periculosidade da carga. O custo da tonelada de resíduos industriais perigosos,por exemplo, pode chegar a mil reais, enquanto o lixo domiciliar flutua numa faixa de quarenta reais.
Não é difícil imaginar porque a maioria dos prefeitos no Brasil – sem o amparo de uma boa assessoria técnica – ainda destinem seus resíduos em vazadouros clandestinos. Invariavelmente eles herdam o problema de seus antecessores, temem os custos inerentes a destinação correta dos resíduos, e mantém a rotina criminosa de descartar o lixo em lugar impróprio alugando o serviço de uma empresa de transportes pelo preço médio de cinco reais a tonelada. Há também a presunção de que cuidar bem do lixo não dá voto, além do risco de não conseguir resolver o problema até o fim do mandato. Em resumo: melhor deixar tudo como está, ainda que uma nova Lei Federal – a Política Nacional de Resíduos Sólidos – estabeleça o prazo limite de 2014 para a existência de lixões em território nacional.
É preciso deixar claro que todas as ações em favor da destinação inteligente dos resíduos (reciclagem do lixo seco, compostagem do lixo úmido, reaproveitamento de entulho, produção de energia, etc.) encontra forte resistência de prefeitos mal informados, incompetentes ou que agem de má fé por obterem alguma recompensa ilícita despejando o lixo em vazadouros. Estes encontram o apoio de empresários que se locupletam das estimativas grosseiras – invariavelmente arredondadas para cima - do peso de lixo que levarão em seus caminhões sabe lá Deus pra onde.
Ainda que o município disponha de um aterro sanitário – ou tenha a opção de descartar o lixo num depósito credenciado no município vizinho - pode-se coletar o material e evitar a cobrança feita pelo aterro (os recursos ajudam a cobrir os custos do tratamento dos gases e do chorume, além do manejo adequado dos resíduos) despejando em outro lugar qualquer onde ninguém flagre o lançamento e nem cobre por isso. A situação é particularmente grave quando se trata dos “Resíduos Classe 1″, também chamados de resíduos perigosos, por terem as seguintes características definidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) : “inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade”. Lixo hospitalar e resíduos industriais, por exemplo, se enquadram nessa categoria.
Por razões óbvias, tanto o transporte quanto a destinação final desse lixo perigoso determinam cuidados especiais e custos elevados, razão pela qual a tentação de não seguir a risca o que determina a lei para economizar uns trocados é gigantesca. Como o Brasil é um país continental, há muitas rotas de fuga para despejar esses resíduos em lugares inadequados, com enormes riscos à saúde humana e ao meio ambiente. É expressiva a quantidade de áreas contaminadas nas cercanias das zonas industrias do Brasil. A Rede Latino Americana de Prevenção e Gestão de Sítios Contaminados (Relasc) disponibiliza farto material a respeito no site da entidade http://www.relasc.org/ Apenas no Estado de São Paulo existem 2272 áreas comprovadamente contaminadas.
Esse problema não seria tão preocupante se houvesse vontade política para fiscalizar caminhões e carretas e cobrar dos respectivos motoristas o “manifesto de resíduos”, uma declaração exigida por lei que especifica origem, destino e classificação do lixo transportado.Cabe aos órgãos ambientais estaduais a devida fiscalização desses materiais.
Mas, aqui entre nós, alguém parece preocupado com isso? E os seus candidatos a prefeito e a vereador? Qual a posição deles sobre tudo isso? Em tempo de eleições municipais, convém prestar atenção de que lado eles estão. Esse é o tipo de assunto sobre o qual não dá para ficar em cima do muro. Quem está a favor da máfia do lixo, está contra você e a sua cidade.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
ESPECIAL Energia Limpa e Renovável
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Código Florestal
HISTÓRICO
1934 – 1º Código Florestal
-
abastecimento de lenha
-
expansão do café
-
falta de controle das áreas publicas – “uti
possidetis”
- aplicação
somente em propriedades privadas
-
25% preservação.
1965 – Reformulação Código Florestal
- preservação dos
biomas
- cresce preocupação
ambiental
- Reserva Legal : 50%
Amazonia
20%
demais biomas
- Area de Preservação
Permanente
1996 – Medida Provisória
-
pressões internacionais
-
muda porcentual das RL’s : Amazonia → 80%
-
ilegalizaçao de boa parte dos proprietários
2000 – Comissão Mista aprova projeto de lei que
praticamente anula MP.
2001 – CONAMA – restabelecia a MP 1996.
Julho 2008 – Assinatura do decreto que regulamentava
a Lei de Crimes Ambientais e estabelecia prazos para proprietários
regularizassem suas áreas de reserva legal previstas pelo código.
Dezembro de 2008 – novo decreto prorrogando o prazo
para dezembro de 2009.
Criação da Comissão Especial para Reforma do Código Florestal
Dezembro de 2009 – nova prorrogação para julho de
2011.
Junho 2011 – prorrogado para dezembro de 2011.
DECRETO 1996
- Areas
de compensasão do déficit de RL.
-
Recuperaçao das APP’s.
PROBLEMAS CASO O
DECRETO PASSE A VIGORAR
-
Diminuiçao de produção - grande parte da produção agrícola esta em RL’s ou APP’s
- Custo
alto para recuperação – atingirá principalmente pequenos proprietários.
-
Diminuiçao da terra útil do pequeno proprietário com cursos d’agua.
-
Diminui ritmo dos assentamentos – ônus de legalização da terra desapropriada é
do INCRA
RELATORIO ALDO REBELO
-Reduzir
de 30% para 15% as APP de matas ciliares em rios de até 5 metros de largura.
-
Incluir APP’s na contagem de RL’s.
RESERVA LEGAL
Área de
preservação de vegetação original que não pode ser desmatada. O percentual
varia de bioma para bioma. Obrigatório para todas as propriedades rurais.
Nova proposta :
pequenos proprietários (até quatro
modulos fiscais) não precisam recuperar as áreas desmatadas.
Problema:
divisão legal de grandes propriedades.
Muitas áreas já foram desmatadas e o reflorestamento
é muito oneroso.
Proposta: Compensar a reserva desmatada em outro
local, mas no mesmo bioma.
Evitar a concentração de RL em áreas de pouco
interesse do agro-negocio, formando áreas áridas.
ANISTIA
Produtores começariam a ser multados pelo
desmatamento
90% das propriedades estao irregulares
Proposta:
anistia dos que desmataram até 2008.
Ambientalista: nao concordam com a anistia, nem com
o prazo, já que a lei é de 1965.
Promessa eleitoral de Dilma: vetar anistia.
AREA DE PROTEÇÃO
PERMANENTE
Proposta Aldo Rebelo : diminuir essas áreas de mata
ciliar de 30 m para 15m em rios com largura mínima de 5 metros.
Justificativa : afeta o pequeno proprietário.
Proposta : permitir outros cultivos em áreas de
encostas, como café e uva.
Na área urbana: problemas em encostas
- poluição de cursos d’agua, do solo, etc...
- perigo para os moradores
Para entender melhor a nova proposta, leia o esquema abaixo:
![]() |
| Fonte: Revista Época |
O projeto foi encaminhando para a Presidente, que vetou alguns pontos e encaminhou de volta para o Congresso Nacional para aprovação. Leia esquema abaixo para ver o que muda com os vetos da presidenta.
Atualizaçao: Versão final do Novo Codigo Florestal, aprovado pelo Senado dia 25 de setembro de 2012.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Meio Ambiente e Economia
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
AULA 01 - Hidrelétrica de Belo Monte & Informação, Opinião e Mídia.
Os vários lados de uma mesma notícia
Assista os videos abaixo e reflita sobre as ideias defendidas e os argumentos usados para justificar essas ideias.
Qual é o objetivo do vídeo?
Quais os argumentos utilizados para defender esse objetivo?
Voce concorda com ele?
Que tipo de vídeo é esse?
Quais os recursos utilizados para sensibilizar o espectador?
Agora assista outro video. (abaixe um pouco o volume, o audio está alto!)
E neste video, qual a posiçao defendida?
Quais os argumentos apresentados?
Voce concorda?
Que tipo de video é esse?
Qual o recurso utilizado para convencer o espectador?
Agora, por fim, assista este:
Qual é o obejtivo desse video?
Qual o ponto de vista defendido?
Que tipo de video é esse?
Compare os videos. Voce mudou de ideia enquanto assistia os videos? Por que?
Como podemos perceber, existe um fato ( a construçao da hidreletrica) que foi submetido a formas diferentes de tratamento. No primeiro video temos uma campanha publicitária onde aparecem diversos atores famosos, utilizando tecnicas para nos sensibilizar para a causa defendida pela campanha. (Não quer dizer, necessariamente, que esta seja também a posiçao pessoal de cada um deles!).
No segundo video a informaçao é tratada de outra forma, com base em dados pouco confiáveis, mais igualmente convincentes, já que o objetivo da mocinha era expor as opinioes dela de forma que acreditassemos, como a defesa de uma verdade irrefutável.
No terceiro, temos um video informativo (o autor dá as referencias bibliografica no final), onde nao existe nenhum ponto de vista sendo defendido.
Podemos perceber assim, o perigo de ler uma noticia e acreditar nela como verdade unica. Por isso temos sempre que buscar informaçoes, para que nossas opinioes e atitudes nao sejam manipuladas nem pela mídia, nem por opinioes de outras pessoas.
Agora compare os dados dos videos com relaçao a:
- área impactada
- capacidade de produçao
- alteraçoes no ecossistema
- vantagens e desvantagens da hidreletrica
- alternativas para produção de energia
- destino final da energia gerada
Agora, munido destas informaçoes - e de outras que voces podem ( e devem!) buscar em jornais, revistas, tv, internet, etc... - qual a sua opinião? Ela deve ser construída ou não? Por que?
Até a próxima aula!
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