Mostrando postagens com marcador Síria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Síria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Questões Conflitos Oriente Médio, Africa e Ásia

1 – (CESPE 2012) Das ruas de Túnis à Praça Tahir e mais além, os protestos desencadeados em todo o mundo em 2011 nasceram na Internet e nos diversos recursos que permitem interagir com ela.
O Estado de S.Paulo, 6/1/2012, p. A13 (com adaptações).

Considerando o fragmento de texto acima e que a Internet é um dos fatores constitutivos da era da informação e do conhecimento que caracteriza a contemporaneidade, assinale a opção correta.

a) Em virtude de a ciência ser, por definição, área incólume a ideologias, a tecnologia que ela gera não propicia suporte a manifestações políticas ou doutrinárias.
b) A primavera árabe, manifestação que afastou o islamismo da esfera política, foi um dos movimentos populares que empregou diversas tecnologias na luta contra regimes ditatoriais.
c) As primeiras manifestações vinculadas ao uso da rede mundial de computadores como instrumento de ação política datam da guerra fria, sobretudo por ocasião da crise dos mísseis em Cuba (1962).
d) A Internet consiste em importante instrumento político nos dias atuais, porque, entre outras razões, mostra-se imune à censura e a bloqueios de regimes autoritários.
e) Na atualidade, a tecnologia contribui para a ampliação das manifestações políticas contra regimes autoritários, constituindo em importante instrumento para a conquista de liberdades básicas.


terça-feira, 20 de março de 2012

Primavera Árabe - Síria

A atual Siria fazia parte da Mesopotâmia, importante civilização que se desenvolveu no Oriente Médio, nos vales entre os rios Tigre e Eufrates por volta de 8000 a.C.

A partir de 1700 a.C, passou a fazer parte do Império Babilônico. Sempre sofrendo invasoes e por vezes sucumbindo ao poder de outros povos. O apogeu do Imperio Babilonico aconteceu no seculo VI a.C e, em 539 foi dominada pelos persas, que expandiram seu imperio unificando grande parte do Oriente Médio, indo em direção à Grecia, com quem gerreou durante anos, mas não obteve vitória.
 Entretanto, ambos foram conquistados por Alexandre, o Grande, e estiveram entre 300 e 100 a.C sob domínio dos macedônios.  A partir de 100 a.C, foram incorporados ao Império Romano.

Com o colapso do Imperio Romano, foi  dominada pelos turco-otomanos no seculo XV, formando o Imperio Otomano. Após a Primeira Guerra Mundial, em 1918, passou a ser uma possessão francesa, através dos tratados assinados na Liga das Nações.

Em 1946 a Siria consegue sua independência, implantando uma republica parlamentarista.Em 1964, o Partido Baath, de orientação socialista e nacionalista, assume o poder, monopolizando-o desde então.

O conjunto de comunidades étnicas e religiosas que constituem o país, tanto muçulmanas como cristãs, assim como o ressurgimento do integralismo islâmico, criaram situações difíceis ao presidente Hafez al-Assad, de orientação laica e socialista, no poder desde 1971. Foi reeleito em 1980 como secretário-geral do Baath, o que reforçou seu poder.

No mesmo ano, um tratado de cooperação com a União Soviética deu a al-Asad o papel de representante dos interesses soviéticos na região e lhe permitiu contar com sofisticado armamento de origem soviética. Simultaneamente à crescente deterioração das relações com Israel, a Síria passou a controlar militarmente o norte do Líbano, onde sustentou encontros com as forças de Israel e se opôs a presença de forças americanas. A Síria se caracterizou, durante a permanência de suas tropas no Líbano, pela sua oposição a todos os planos de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio.

A Síria é uma república parlamentar onde impera a ditadura militar, ou seja, o chefe do estado é também o  General do Estado Maior e Chefe Supremo das Forças Armadas. Os cidadãos votam desde 1970 por um presidente e deputados duma lista única organizada pelo partido Ba'ath, unico partido no poder. O president Hafez al-Assad foi "eleito" desta forma para cinco mandatos consecutivos e, com a sua morte, o seu filho Bashar al-Assad foi escolhido para o suceder e confirmado por um "referendo" em Julho de 2000.

"O começo de seu mandado foi marcado por uma esperança de mudanças democráticas, que foi frustrada com a continuidade da política de seu antecessor. Ante à ameaça da ideia de guerra preventiva levada a cabo pela administração norte-americana, a instabilidade do Líbano, na qual a Síria mantinha uma forte presença militar e as constantes tensões com seu vizinho Israel, Bashar al-Assad procurou manter um discurso reformista que poderia satisfazer os anseios da União Europeia e dos Estados Unidos, mas que na prática não produziu nenhuma concessão ao movimento de oposição do país. A forte pressão internacional sobre Bashar al-Assad após a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, cuja autoria foi atribuída aos serviços de inteligência sírios, fez com que as tropas mantidas no Líbano fossem retiradas.

Bashar al-Assad foi reeleito em um referendum convocado no dia 27 de maio de 2007 onde conseguiu 97% de aprovação, mas ele concorreu sozinho. No dia 25 de junho de 2010, iniciou uma série de viagens pela América Latina, visitando Cuba, Venezuela, Brasil e Argentina.

Em 2011, frente a vários protestos no mundo árabe por reformas democráticas, o governo de al-Assad prometeu abrir mais a política do país para o povo. Porém frente a lentidão dessas mudanças, ou o não cumprimento da promessa, opositores ao seu regime começaram uma série de protestos pedindo a derrubada do Presidente, que respondeu aos manifestantes com o envio de tropas do Exército à areas de protesto. A violência da repressão do governo fez com que vários países pelo mundo, como os Estados Unidos, Canadá e União Européia adotassem sanções contra a Síria."