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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Questões Conflitos Oriente Médio, Africa e Ásia

1 – (CESPE 2012) Das ruas de Túnis à Praça Tahir e mais além, os protestos desencadeados em todo o mundo em 2011 nasceram na Internet e nos diversos recursos que permitem interagir com ela.
O Estado de S.Paulo, 6/1/2012, p. A13 (com adaptações).

Considerando o fragmento de texto acima e que a Internet é um dos fatores constitutivos da era da informação e do conhecimento que caracteriza a contemporaneidade, assinale a opção correta.

a) Em virtude de a ciência ser, por definição, área incólume a ideologias, a tecnologia que ela gera não propicia suporte a manifestações políticas ou doutrinárias.
b) A primavera árabe, manifestação que afastou o islamismo da esfera política, foi um dos movimentos populares que empregou diversas tecnologias na luta contra regimes ditatoriais.
c) As primeiras manifestações vinculadas ao uso da rede mundial de computadores como instrumento de ação política datam da guerra fria, sobretudo por ocasião da crise dos mísseis em Cuba (1962).
d) A Internet consiste em importante instrumento político nos dias atuais, porque, entre outras razões, mostra-se imune à censura e a bloqueios de regimes autoritários.
e) Na atualidade, a tecnologia contribui para a ampliação das manifestações políticas contra regimes autoritários, constituindo em importante instrumento para a conquista de liberdades básicas.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Documentário Zonas de Guerra - Coreia do Norte




Documentário sobre a Coreia do Norte. 


Coreia do Norte - Conflitos

COREIA DO NORTE AMEAÇA "DESTRUIR" JAPÃO EM CASO DE CONFLITO- 10 de Abril de 2013

A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira transformar o Japão em um "campo de batalha", com possíveis ataques as suas principais cidades, entre elas Tóquio, Osaka e Kioto, caso os japoneses produzam movimentos que provoquem o início de um conflito armado.

Em um editorial publicado hoje pelo jornal Rodong Sinmundo, pertencente ao partido único norte-coreano, o regime também ameaça causar a "destruição" do Japão se esse país agir politicamente contra a Coreia do Norte, em um momento de elevada tensão na península coreana pelas contínuas ameaças bélicas norte-coreanas.

"O Japão está perto do nosso território e, portanto, não poderá fugir dos nossos ataques", detalha o editorial, que cita cinco cidades japonesas, nas quais se encontra um terço dos 127 milhões de japoneses, como possíveis alvos militares.

O editorial norte-coreano denuncia que o Japão posicionou vários contingentes militares na costa em frente ao país comunista,e promete que, "se houver um ato de guerra, todo o território do arquipélago japonês se transformará em um campo de batalha".

Pyongyang também reitera sua ameaça contra as bases militares dos EUA em território japonês: "o Exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer saltar pelos ares as bases militares, não só no Japão, como em outras áreas da região Ásia-Pacífico".

"O atual regime japonês está optando pelo risco militar, intensificando sua política hostil à Coreia do Norte, em linha com a política dura dos EUA de reprimir com a força das armas", assinala o editorial.

Na terça-feira, perante a possibilidade de Pyongyang realizar em breve testes de mísseis, o Japão desdobrou no centro de Tóquio sistemas antimísseis terra-ar. Esses sistemas instalados na capital serviriam para derrubar projéteis no caso de um hipotético ataque escapar dos destróieres que o Japão tem localizados no Mar do Japão.




RETORICA BELICISTA DEIXA O MUNDO EM ALERTA


Desde sua chegada ao poder em dezembro de 2011, o governo do líder norte-coreano, Kim Jong-un, vem intrigando o mundo com suas relações com a Coreia do Sul. A primeira impressão de que Kim, por sua juventude, poderia representar um reinício nas tensas relações entre os países acabou por não se confirmar. Ao contrário, nos últimos meses a Coreia do Norte vem tentando dar demonstrações de força e expor que está preparada para uma eventual guerra.

Em dezembro de 2012, o país lançou um foguete ao espaço, o que seus adversários consideraram ser um teste disfarçado de um míssil balístico capaz de atingir até os Estados Unidos. Em fevereiro de 2013, realizou o terceiro teste nuclear de sua história e adotou uma retórica belicista sem antecedentes. Para a perplexidade da imprensa internacional, a mídia estatal norte-coreana divulgou uma série de vídeos anunciado um iminente ataque aos Estados Unidos e o regime, passo a passo, foi anunciando a desconstrução do precário armistício que vigorava desde o fim da Guerra da Coreia em 1953.

No anúncio mais grave até este momento, o país declarou, em 30 de março, que se encontra em "estado de guerra" com a Coreia do Sul, no que seria uma reação aos exercícios militares conjuntos entre os Exércitos sul-coreanos e americanos. Veja a seguir o histórico da relação entre as duas Coreias e como a situação chegou a este estado de guerra iminente.

LINHA DO TEMPO

1905 - Japão declara a Coreia como protetorado
1910 - Japão anexa a Coreia
Julho de 1945 - Na Conferência de Potsdam, EUA e União Soviética chegam a um acordo para ocupar a Coreia, dividindo o país no paralelo 38, quando o Japão for derrotado na Segunda Guerra Mundial
15 de agosto de 1945 - O Japão se rende
10 de agosto e 9 de setembro de 1945 - Tropas russas ocupam a Coreia ao norte do paralelo 38; tropas americanas chegam a Seul
Agosto de 1948 - Syngman Rhee proclama a República da Coreia ao sul do paralelo 38
Setembro de 1948 - Kim Il-sung proclama a República Popular Democrática Coreia. Nenhum dos lados admite a legitimidade do outro
25 de junho de 1950 - A Coreia do Norte invade o Sul, iniciando a Guerra da Coreia
27 de junho - O Conselho de Segurança da ONU aprova resolução condenando a Coreia do Norte como agressora e convocando seus membros para agir em apoio à Coreia do Sul
28 de junho - A Coreia do Norte captura Seul, capital do Sul
4 de agosto - Tropas americanas invadem a Península Coreana, iniciam retomada do território sul-coreano e posterior avanço sobre o Norte
20 de outubro - Tropas americanas alcançam Pyongyang, capital do Norte
Novembro - A China entra na guerra e inicia retomada de território norte-coreano
1951 - Com a chegada da China, a guerra chega a um impasse, com confrontos travados principalmente na área do paralelo 38
27 de julho de 1953 - Após dois anos de negociações, EUA, Coreia do Norte e China alcançam um armistício - sem chegar a um acordo de paz
1991 - As duas Coreias fazem uma declaração conjunta para manter a península livre de armas nucleares
1993 - A Coreia do Norte se retira do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) após suspeitas de que possui um programa de armas nucleares
1994 - Morre Kim Il-sung, líder da Coreia do Norte desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em seu lugar, assume o filho, Kim Jong-il. Pyongyang faz um acordo com os EUA para congelar seu programa nuclear em troca de ajuda ocidental
2000 - O presidente sul-coreano, então Kim Dae-jung, promove o primeiro encontro com a sua contraparte norte-coreana, Kim Jong-il, desde o fim da Segunda Guerra. Acordos de cooperação são assinados e famílias separadas pela guerra podem se reencontrar
29 de janeiro de 2002 - O presidente americano, George W. Bush, declara a Coreia do Norte como parte do "eixo do mal"
Junho de 2002 - Cerca de 30 marinheiros norte e sul-coreanos morrem em confronto armado no Mar Amarelo
2003 - Após voltar a ser acusada de ter um programa de armas nucleares, a Coreia do Norte se retira de novo do TNP
2005 - A Coreia do Norte anuncia que possui a bomba nuclear
9 de outubro de 2006 - A Coreia do Norte faz seu primeiro teste nuclear
25 de maio de 2009 - A Coreia do Norte faz um segundo e mais potente teste nuclear
26 de março de 2010 - O navio de guerra sul-coreano Cheonan afunda, provocando a morte de 46 tripulantes. Uma investigação aponta que um submarino norte-coreano causou o afundamento
Dezembro de 2011 - Morre o líder norte-coreano Kim Jong-il e em seu lugar assume Kim Jong-un
12 de fevereiro de 2013 - A Coreia do Norte realiza seu terceiro teste nuclear
29 de março de 2013 - A Coreia do Norte declara que entrou em estado de guerra com o Sul



A MIDIA FAZ O "CONFLITO FRIO" DA COREIA DO NORTE

Por Edgar Leite em 16/04/2013 na edição 742

Procura-se um inimigo “número um” para o mundo! Esse seria o anúncio dos sonhos do mundo ocidental para o “conflito frio” em que se envolve a Coreia do Norte. O líder coreano Kim Jong-un, também conhecido como Kim Jong-woon, passou a ser o vilão ameaçador de nações como Estados Unidos e Coreia do Sul. Um norte-coreano mais irritado diria que ele é vítima de bullying mundial. Mas é dele a ameaça de travar uma “guerra sem quartel” contra dois países. Também de que se iniciam manobras militares considerados pelo regime de Pyongyang como um ensaio para invasões.

Vejamos o que disse o jornal norte-coreano Rodong, órgão oficial do partido único norte-coreano, citado pela agência EFE. “A nossa linha de frente militar, do exército, da marinha e da força aérea, as unidades antiaéreas e as de mísseis estratégicos, que já se encontra na fase de guerra sem quartel, aguardam a ordem final para atacar.” Mais: “Os regimes fantoche dos Estados Unidos da América e da Coreia do Sul serão transformados num mar de fogo num piscar de olhos” se a guerra explodir, alertou o jornal.

A afirmação acima de “conflito frio” é adequada neste momento. A Coreia do Norte, com seu líder máximo, traz à tona a lembrança da antiga “Guerra Fria”. Este, sem dúvida, foi um período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética (URSS). Cada um desses países, a cada divergência político-ideológica, ameaçava “apertar o botão” da bomba atômica e destruir o mundo. O período durou desde o final da Segunda Guerra Mundial (1945) à extinção da União Soviética (1991). Em resumo, foi um conflito de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência. Uma disputa entre o capitalismo, representado pelos Estados Unidos e o socialismo, onde fora suprimida a propriedade privada, defendido pela União Soviética. Hoje, volta-se a uma “Guerra Fria” com um único inimigo: a Coreia do Norte. É chamada “fria” porque não existe ainda uma guerra direta, ou seja, bélica, como também não ocorreu entre as duas superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear.

Falta de critérios

A cobertura da imprensa sobre o caso norte-coreano tem se pautado por agências de notícias internacionais, mas, evidentemente, com viés ocidental: os coreanos são vistos como os ameaçadores do mundo de paz. Kim Jong-un – apresentado como “Grande Sucessor” de seu pai, morto em 2011, pela televisão estatal norte-coreana – é para a grande imprensa quase um “Saddam Hussein”. Não se espantem se Kim Jong-un for o próximo vilão nos filmes de Batman, Superman ou James Bond. É verdade que Kim Jong-um, nascido em 1983, estudou na Suíça, embora tenha renunciado às influências ocidentais quando regressou. Mas, aqui, talvez falte à mídia brasileira e mundial, ao menos tentar ouvir o outro lado dessa ameaça de confronto. Colocar o princípio básico do jornalismo que é investigar e tentar ouvir o outro lado. Mas, parece não haver muito interesse nisso.

Recentemente, por exemplo, relatos irresponsáveis de canibalismo sem confirmação ou verificação foram divulgados na mídia sobre a Coreia do Norte.

O jornal Britain’s Daily Mail chegou a dar a manchete “Pais norte-coreanos comem seus filhos depois de ficarem loucos por causa da fome”, numa falta total de critérios.

Com menos de 30 anos, sem experiência militar e política e uma biografia pouco conhecida pela própria população, Kim Jong-un passa a ser o alvo, o inimigo número um, dentro de um “conflito frio” que faz lembrar os tempos de “Guerra Fria” entre duas superpotências. Mas é preciso que a imprensa tenha prudência.