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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Questões Conflitos Oriente Médio, Africa e Ásia

1 – (CESPE 2012) Das ruas de Túnis à Praça Tahir e mais além, os protestos desencadeados em todo o mundo em 2011 nasceram na Internet e nos diversos recursos que permitem interagir com ela.
O Estado de S.Paulo, 6/1/2012, p. A13 (com adaptações).

Considerando o fragmento de texto acima e que a Internet é um dos fatores constitutivos da era da informação e do conhecimento que caracteriza a contemporaneidade, assinale a opção correta.

a) Em virtude de a ciência ser, por definição, área incólume a ideologias, a tecnologia que ela gera não propicia suporte a manifestações políticas ou doutrinárias.
b) A primavera árabe, manifestação que afastou o islamismo da esfera política, foi um dos movimentos populares que empregou diversas tecnologias na luta contra regimes ditatoriais.
c) As primeiras manifestações vinculadas ao uso da rede mundial de computadores como instrumento de ação política datam da guerra fria, sobretudo por ocasião da crise dos mísseis em Cuba (1962).
d) A Internet consiste em importante instrumento político nos dias atuais, porque, entre outras razões, mostra-se imune à censura e a bloqueios de regimes autoritários.
e) Na atualidade, a tecnologia contribui para a ampliação das manifestações políticas contra regimes autoritários, constituindo em importante instrumento para a conquista de liberdades básicas.


domingo, 1 de abril de 2012

Relaçao Brasil - China 2012

Regime socialista na China foi  implantado em 1949. Todas as empresas foram nacionalizadas e a economia passou a ser controlada totalmente pelo Estado, governando por um único partido, o Partido Comunista Chinês. Depois das reformas em 1978, tornou-se um estado socialista de mercado, ou seja, voltado para exportação. Entretanto o crescimento econômico convive com a pouca liberdade de opinião e participação política, e o aumento da desigualdade social.

A grande oferta de mão-de-obra e as vantagens fiscais oferecidos pelo Estado atraíram muitas empresas estrangeiras, o que tornou a China uma grande potencia exportadora. Nos últimos anos, a China investiu pesadamente em tecnologia e infra-estrutura. O grande desafio chinês é aumentar o consumo interno e atrair maiores investimentos estrangeiros.

A China assim como o Brasil, é um país emergente, e possui grande dimensão territorial e populacional. Apresenta grandes diferenças entre centros urbanos desenvolvidos e áreas de extrema pobreza no interior. Ambos buscam revitalizar a economia nacional e elevar nível de vida da população.

No ano de 2010, a China foi o maior parceiro comercial do Brasil. Foi o pais que mais comprou e investiu no Brasil.

O Brasil exporta matérias primas como soja, petróleo e minério de ferro, e importa produtos industrializados como motores, e artigos mais variados e baratos como sapatos, bolsas, eletrônicos, brinquedos, etc. A vantagem para o Brasil (30 bilhões contra 25 bilhões da China) deve-se ao alto preço dos produtos que importamos, mas estes estão sujeitos a variações bruscas de valor no mercado.

Visita de Dilma Rousseff à China em abril foi de grande importância geopolítica, mas tratou, sobretudo, de questões econômicas. Os objetivos eram estabelecer acordos bilaterais para o comércio, aumentar a exportação de produtos industrializados e frear entrada de produtos chineses que concorrem com produtos nacionais, acertar acordo entre Embraer e estatal, aumentar números de empresas brasileiras no mercado chinês e ampliar investimentos em ciência, tecnologia e informação.

Os principais pontos contemplados foram a liberação para produção do jato executivo Legacy pela Embraer, um acordo para exportação de carne suína, o aumento do valor e da variação de produtos exportados, incluído acordos para exportação de artigos industrializados, e o investimento no setor de telefonia e internet.

Não houve ações no sentido de reconhecer a China como economia de mercado, o que impediria o Brasil de estabelecer barreiras unilaterais aos produtos chineses.

Ao final da visita, houve o 3º Encontro do BRICS, grupo político de cooperação formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Neste ano de 2011, todos os países fazem parte do Conselho de Segurança da ONU. E todos pertencem ao G20. O grupo surge com grande importância nessa nova economia por ser formados por países em rápido desenvolvimento e que foram pouco afetados pela crise, num momento em que muitos países desenvolvidos, como Estados Unidos, tentam reorganizar suas economias.