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domingo, 22 de setembro de 2013

Questões América Latina

QUESTÕES AMÉRICA LATINA


1-(FCC-2013) O surgimento e a expansão do Mercosul estão relacionados ao contexto da globalização. Na atualidade, este bloco econômico tem sido destacado na imprensa por um conjunto de fatos políticos de grande relevância. Sobre o Mercosul são feitas as seguintes afirmações:

I. Após o impeachment que destituiu o presidente paraguaio, os demais membros do Mercosul suspenderam a participação do Paraguai nas reuniões do bloco.

II. A integração da Venezuela ao bloco permanece suspensa devido à oposição do Uruguai e às restrições políticas da Argentina.

III. A Bolívia foi recentemente convidada a integrar o bloco como membro pleno e para isso deverá promover acertos em sua economia.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II
 e) III

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Crise Paraguaia

Em 22 de junho, o Congresso do Paraguai votou um impeachment "a jato" do presidente do pais. Votado em apenas dois dias, o pedido de impeachment retirou do poder Fernando Lugo, a 9 meses das eleiçoes presidenciais.

A falta de apoio politico de Lugo, somou-se ao descontentamento dos movimentos sociais e às pressões do setor latifundiário e minaram o já fragil governo de Lugo.

O nucleo do conflito é a propriedade rural. No Paraguai, 80% das propriedades rurais são de pequenos produtores. Entretanto, eles ocupam somente 6,2% do territorio das areas rurais, enquanto 93% dessas áreas pertencem à 20% dos fazendeiros do pais. Ou seja, uma imensa concentraçao fundiária!

Com a gradual mecanizaçao do campo, muitos trabalhadores foram dispensados das fazendas e foraram um contingente crescente de sem-terras. Assim como no Brasil, eles se tornaram um grupo de forte pressão  politica pela reforma agrária.  Era essa classe que constituía uma das bases mais fortes do presidente, que, inclusive, implementou algumas medidas para tentar solucionar o problema, assustando os grande latifundiários.

Nos ultimos 30 anos, muitas propriedades rurais brasileiras (sobretudo criaçao de gado e plantação de soja) avançaram para dentro do território do Paraguai, constituindo-se uma classe, os chamados brasilguaios  que geral riquezas tanto para aquele pais, quanto para o nosso.

A crise entre Lugo e o Congresso atingiu o auge no mes de junho, quando policiais entraram em confronto com sem-terras numa açao de reintegraçao de possa de uma fazenda acupada por estes, que terminou com a morte de 19 camponeses.

A partir deste incidente, Lugo perdeu o apoio dos movementos sociais, a Camara propos o processo de impeachment  e não houveram muitas manifestaçoes à favor de Lugo.

Assumindo Federico Franco, vice de Lugo, o  Paraguai foi alvo de muitas criticas por parte dos países da America Latina, que entenderam que o processo não deu o devido direito à defesa e o tempo nao foi suficiente para julgar os atos do ex-presidente.

Os integrantes do UNASUL e do Mercosul estabeleceram que responderam conjuntamente ao Paraguai.  Por enquanto, o pais foi suspenso das reunioes de ambas as instituiçoes, até que realize novas eleiçoes presidenciais, marcadas para abril de 2013.

Outras sansoes podem ser estabelecidas, como a suspençao de projetos de investimento, o fechamento da fronteiras (o que seria muito prejudicial para o Paraguai, já que nao possui saida direta para o mar) e a perda de beneficios garantidos pelo Mercosul como taxas de exportaçao mais baixas ( prejudicaria as exportaçoes do Paraguai, pois 20% vai para os paises vizinhos) e o acesso ao Fundo de Convergencia Estrutural (que financia a implantaçao da linha de trasnmissao de Itaipú até Assunçao).

Alem disso, o Paraguai trava a entrada da Venezuela para o bloco do Mercosul, pois ainda nao votou a aprovação no Congresso. Entretanto, como está suspenso, o Mercosul incorporou a Venezuela, sem o voto do Paraguai. 

Nesse cenário, o Brasil enfrenta um desafio. Defender a democracia nos paises da América Latina, repudiando práticas duvidosas pro parte dos paises latinos, mas ao mesmo tempo, garantir a segurança dos brasiguaios latifundiários que estavam ameaçados por Lugo, e que foram um dos primeiros grupos a reconhecer a validade do governo de Franco.


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Crise Paraguaia: Golpe de Classe

Venezuela é incorporada juridicamente ao Mercosul

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Relaçao Brasil - Estados Unidos 2012


No mês de março o presidente americano Barack Obama fez sua primeira visita ao Brasil, dois anos depois de ser eleito. Essa visita tinha objetivos mais diplomáticos do que econômicos. A intenção era reaproximar os EUA dos países da América Latina. Na década de 60, o comunismo avançava sobre a America Latina e os EUA apoiaram muitos regimes militares que aqui surgiram para tentar impedir essa aproximação com a União Soviética. No contexto da Guerra Fria, era importante criar parcerias políticas e econômicas fortes. Mas na ultima década, os americanos voltaram sua atenção ao mundo árabe e ao combate ao terrorismo.

Enquanto isso, os estados latinos procuraram fortalecer suas democracias restabelecidas e desenvolverem-se economicamente. Alguns países como o Brasil e a Argentina procuraram se inserir no mercado mundial e fortalecerem-se diplomaticamente. Já outros países iniciaram políticas nacionalistas de caráter socialista, expulsando o capital estrangeiro, como fizeram a Venezuela e a Bolívia.

Com a crise economia de 2009, os EUA viram a necessidade de se reaproximarem de economias emergentes e fortes para criarem parcerias e impedir o avanço das “revoluções bolivarianas”, movimentos nacionalistas extremos.

Um fator importante da visita para os EUA foi o fortalecimento do presidente Obama no cenário internacional, uma vez que ele não possui muito apoio interno, por seu perfil moderado, que desagradou tanto à republicanos como à democratas. Mas há algumas criticas à essa visita tardia, interpretada por alguns como descaso. Outro ponto discutido foi o caráter informal da passagem de Obama, que trouxe consigo muitos familiares.

Neste cenário, o Brasil configura-se um aliado importante para os Estados Unidos. O Brasil tem se afastado de regimes de esquerda, fortalecido sua economia e ampliado a atenção às questões sociais, diminuindo a desigualdade social e aumentando o mercado consumidor interno. Alem de contar com relativa independência no mercado internacional, o Brasil obteve projeção com a descoberta do Pré-sal e ao ser escolhido para sediar dois grandes eventos esportivos mundiais, a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016. Serão eventos que trarão para o pais muito investimento em infra-estrutura e movimentação turística.

Em seu discurso, Obama elogiou a estabilidade política e econômica do Brasil. O pais é um grande aliado em defesa dos direitos humanos e, espera-se, que os EUA sejam favoráveis à estrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Obama ressaltou a importância dos acordos nas áreas de tecnologia e ciência, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de energias renováveis, como o biodiesel. A questão ambiental é um ponto latente da nova política externa no Brasil, mas os EUA não compartilham da mesma preocupação e ainda não assinaram o Protocolo de Kyoto.

Acordos foram feitos na área da educação, principalmente em programas aéreo-espaciais e capacitação em língua inglesa para os eventos internacionais. Outra área contemplada foi a da construção civil, o que atende à necessidade brasileira de aumentar sua infra-estrutura.

Outros acordos foram feitos no sentido de combater o narcotráfico e a corrupção e erradicação da fome. Além desses fatores, EUA e Brasil também acertaram uma política contra desenvolvimento de armas nucleares, o que dignificou um afastamento do pais com o Irã, com quem vinha mantendo uma relação mais próxima.

Na ultima votação da ONU com relação ao Irã, o Brasil foi favorável a uma investigação do Conselho de Direitos Humanos no Irá, e a sanções ao ditador da Líbia. É um traço forte na política de Dilma, a intolerância com governos autoritários. Entretanto, não foi favorável à intervenção militar na Líbia, por julgar que essa ação colocaria em risco a vida de civis líbios. Não houve, pois, acordos econômicos efetivos para diminuição de barreiras à entrada de produtos e pessoas.

domingo, 1 de abril de 2012

Relaçao Brasil - China 2012

Regime socialista na China foi  implantado em 1949. Todas as empresas foram nacionalizadas e a economia passou a ser controlada totalmente pelo Estado, governando por um único partido, o Partido Comunista Chinês. Depois das reformas em 1978, tornou-se um estado socialista de mercado, ou seja, voltado para exportação. Entretanto o crescimento econômico convive com a pouca liberdade de opinião e participação política, e o aumento da desigualdade social.

A grande oferta de mão-de-obra e as vantagens fiscais oferecidos pelo Estado atraíram muitas empresas estrangeiras, o que tornou a China uma grande potencia exportadora. Nos últimos anos, a China investiu pesadamente em tecnologia e infra-estrutura. O grande desafio chinês é aumentar o consumo interno e atrair maiores investimentos estrangeiros.

A China assim como o Brasil, é um país emergente, e possui grande dimensão territorial e populacional. Apresenta grandes diferenças entre centros urbanos desenvolvidos e áreas de extrema pobreza no interior. Ambos buscam revitalizar a economia nacional e elevar nível de vida da população.

No ano de 2010, a China foi o maior parceiro comercial do Brasil. Foi o pais que mais comprou e investiu no Brasil.

O Brasil exporta matérias primas como soja, petróleo e minério de ferro, e importa produtos industrializados como motores, e artigos mais variados e baratos como sapatos, bolsas, eletrônicos, brinquedos, etc. A vantagem para o Brasil (30 bilhões contra 25 bilhões da China) deve-se ao alto preço dos produtos que importamos, mas estes estão sujeitos a variações bruscas de valor no mercado.

Visita de Dilma Rousseff à China em abril foi de grande importância geopolítica, mas tratou, sobretudo, de questões econômicas. Os objetivos eram estabelecer acordos bilaterais para o comércio, aumentar a exportação de produtos industrializados e frear entrada de produtos chineses que concorrem com produtos nacionais, acertar acordo entre Embraer e estatal, aumentar números de empresas brasileiras no mercado chinês e ampliar investimentos em ciência, tecnologia e informação.

Os principais pontos contemplados foram a liberação para produção do jato executivo Legacy pela Embraer, um acordo para exportação de carne suína, o aumento do valor e da variação de produtos exportados, incluído acordos para exportação de artigos industrializados, e o investimento no setor de telefonia e internet.

Não houve ações no sentido de reconhecer a China como economia de mercado, o que impediria o Brasil de estabelecer barreiras unilaterais aos produtos chineses.

Ao final da visita, houve o 3º Encontro do BRICS, grupo político de cooperação formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Neste ano de 2011, todos os países fazem parte do Conselho de Segurança da ONU. E todos pertencem ao G20. O grupo surge com grande importância nessa nova economia por ser formados por países em rápido desenvolvimento e que foram pouco afetados pela crise, num momento em que muitos países desenvolvidos, como Estados Unidos, tentam reorganizar suas economias.